MoMa – Nova York

18 11 2009

Nova York é uma cidade que não para um minuto, não dorme. É a cidade de maior diversidade cultural que eu já conheci na vida. E um Museu em específico me chamou bastante atenção. Não sou profundo conhecedor de arte, mas confesso que me interesso. Quando soube que nas sextas-feiras o Museu de Arte Moderna de Nova York teria entrada gratuíta a partir das 17h, eu fui. Uma grande surpresa.

São pinturas, esculturas, desenhos, modelos arquitetônicos, imagens  e peças de design.

Durante a década de 20, três patrônos, Miss Lillie P. Bliss, Mr. Cornelius J. Sullivan, e Mr. John D. Rockefeller II, perceberam que na cidade de Nova York havia uma certa carência de uma reviravolta nas políticas de conservação dos museus e no traço arquitetônico. Assim desencadeou-se uma instituição que dedica-se exclusivamente à arte moderna. O MoMA foi fundado em 1929, tendo Alfred H. Barr como diretor. A proposta não era somente uma instituição que mostrasse a arte moderna aos nova-iorquinos, mas sim dedicar algum espaço às pessoas, novos artistas, que se dedicaram de alguma forma à mudança do visual artístico no seu tempo.

Em dez anos o MoMA tornou-se um dos museus mais populares do mundo, levando centenas de pessoas diariamente à conhecer as novidades dos novos artistas. Após confirmar tanto sucesso Alfred Barr decidiu então dividir o museu em vários departamentos, os quais seriam comandados por outros diretores, nascendo assim departamentos de: Filmes e Vídeos, Fotografia, Pintura e Escultura, Desenhos e Imagens e livros ilustrados.

No MoMa é possível encontrar obras famosas como:

Noite Estrelada de Vicent Van Gogh:

Les Demoiselles d`Avigon, Pablo Picasso

A loja do MoMa também é uma parada obrigatória, peças de design para dar aquele brilho especial na sua casa. Tem para todos os gostos e bolsos.Você vai encontrar desde um porta copos até abajures diferentes e ousados.

Esse é o MoMa, um Museu de Arte Moderna que irá surpreender você. Vale a pena a visita!





Status Quo

15 11 2009

Por José Alessandro (convidado)

Acabo de sair de uma reunião com uma mãe do Colégio, mãe de dois alunos, Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Procurou a secretaria dos cursos extraclasse para perguntar se seu filho poderia continuar a praticar karatê e vôlei mesmo não sendo mais aluno.

Atenta ao que estava por trás dessa pergunta, a secretária indagou sobre o fato da família estar pensando em retirar o aluno do Colégio. Não deu outra. A mãe, que chamaremos aqui de Magda, já estava levando o filho para conhecer e fazer testes de admissão em outras escolas. Qual motivo? É a primeira coisa que nós, gestores educacionais, queremos saber. Qual motivo fez Dona Magda procurar outra escola para Pedrinho? Veja bem. Dona Magda alegou: “Estudei minha vida inteira aqui, amo essa escola e o Pedro também. Meu marido não tem esse vínculo afetivo, é economista, metódico, pensa nos resultados, e não aceita o Colégio não ser um dos primeiros no ranking do Enem. Aqui estou em casa, confio muito nessa escola e Pedro também sente isso. Ele não quer trocar de escola, está chateado com essa hipótese. Levei-o para fazer teste de admissão em dois colégios, ambos concorrentes diretos do atual. Um mais distante, mas muito lindo e bem conceituado na cidade, um dos melhores. Outro, mais próximo de casa e do atual, não tão bonito mas igualmente bem conceituado na cidade e muito exigente pedagogicamente. Questionei ele, por curiosidade apenas, caso passasse no exame de admissão dos dois Colégios, qual escolheria. O segundo, respondeu categoricamente. Questionei-o novamente, afinal, o primeiro é muito maior, mais bonito, é o melhor da cidade, está no topo do ranking do Enem, é uma escola acolhedora. Diferente do segundo, um colégio frio e muito difícil mas com ótimos resultados também. Ele novamente foi direto: ‘prefiro o segundo pois é perto do atual, sei que terei que estudar mais, que será mais difícil, que é muito puxado, mas estarei perto do colégio atual e poderei passar na frente, ver meus colegas e continuar fazendo meus esportes aqui’.”

Apesar dos pais escolherem mudar de escola, o filho ainda busca uma alternativa para não o fazer totalmente. Dona Magda alega que não tem do que reclamar. Pedrinho tem notas ótimas, adora as professoras, os colegas e ela igualmente ama o colégio mas, atenção a este trecho, relata a mãe: “ao comentar com pessoas do meu meio social, elas fazem ‘cara feia’, cara de desdém quando sabem que meu filho estuda nesse colégio. Estou satisfeita, mas as pessoas não acham que esse colégio esteja no topo.”

O problema, nesse caso e em tantos outros que não temos acesso, é a imagem, é o que os outros falam. A mãe é categórica: “pago pela qualidade do serviço educacional. Mas não é só isso, pago também pelo status, pela imagem pois o que os outros falam é importante”. O problema são os outros. Já diria Jean-Paul Sartre, o inferno são os outros.

Vivemos na era da imagem, num momento em que o outro justifica com tal ênfase o meu ser, o meu fazer, que preciso ser popular, preciso usar etiquetas e rótulos que me justifiquem, preciso ter mil amigos no orkut, ter 100mil seguidores no Twitter, ter 500mil espectadores no Youtube, todos bradando em alto e bom tom que sou bom, que faço parte. Justifico minha existência na popularidade.

Qual nível de status, qual qualidade de imagem as escolas tem que atingir? Triste será se tivermos que gerar “aparências”, tal qual uma griffe, para surtir nos alunos, pais e mães o mesmo orgulho-oco que a sociedade atual insiste em impor como valor. Sempre é momento de pensar o caminho a seguir.

José Alessandro
www.josealessandro.com.br





O Fantasma da Ópera

13 11 2009

Recorde de permanência na Broadway, o espetáculo O Fantasma da Ópera continua em cartaz até hoje. Este ano, completou 20 anos em cartaz na cidade de Nova York. Le Fantôme de l’Opéra (Título original da obra) foi escrito originalmente por Gaston Leroux e publicado pela primeira vez em 1910 e desde então teve diversas adaptações para o cinema e teatro. Mas foi nas mãos de  Andrew Lloyd Webber que a obra tomou popularidade.

O enredo acontece no século XIX em Paris. Os funcionários da Ópera de Paris, dizem que lá se encontra um fantasma misterioso, que é capaz de causar diversos acidentes fatais, chegando a chantagear os novos donos da Ópera e exigindo um camarote para assistir as apresentações. Uma jovem bailaria, que acredita ser guiada por um anjo da música, aceita substituir a atriz principal em uma das noites de apresentação. Christine conquista o coração do público e principalmente de Raoul, o novo investidor da Ópera. O fantasma, não gostando da relação entre Christine e Raoul, acaba levando Christine para seu lugar sombrio e escuro só deixando a sair, se prometer amar somente a ele e a mais ninguém.

O espetáculo já foi traduzido para português e esteve em cartaz por quase 2 anos no Teatro Abril em São Paulo.

São mais de 50 atores, diversos figurinos e cenários no Teatro Majestic de Nova York. 2 horas de 30 minutos de apresentação. O Fantasma da Ópera emociona a todos pela sua beleza e sensibilidade. É parada quase que obrigatório para todos que visitam Nova York. Os ingressos custam a partir de US$ 76,00 mas pode-se conseguir descontos nos postos da TKTs da Times Square nos dias de apresentação.

O último filme lançado em 2004 pelo diretor Joel Schumacher, pode ser encontrado em DVD no Brasil.

Os fãs ainda esperam o tão prometido DVD com a apresentação completa do espetáculo que será gravado em Nova York, mas os produtores dizem que enquanto O Fantasma da Ópera continuar com as sessões lotadas, os fãs vão ter que esperar….





É bom ser popular?

12 11 2009

Quem um dia já não quis ser o gostosão da turma? Ou aquela pessoa que todos conhecem e admiram. A gente vê nos filmes que a tal popularidade é algo belo e intocável. Algo realmente excitante que todos ao redor curtem e principalmente você, que aquele que está sendo mais famoso(a).

Mas será que vale a pena ser tão conhecido assim? Bom, tudo em nossa vida tem os altos e baixos. Se você pensa que se tornando popular, você ficará na popularidade e nunca mais decerá ao nível desconhecido, considere-se enganado. Quanto mais cedo você sobe, mais cedo você desce. Mas como assim descer? Quando você fica popular começa a ser o alvo de tudo, o centro das atenções, todos comentam sobre você. Que marca você esta vestindo hoje, com quem você foi no Shopping ontem, como é o seu jeito, e tudo mais. Não importa o que você diga ou faça, sempre vão falar de você.

Existem aqueles que estão ”por baixo” que sentem um friozinho na barriga querendo se tornar alguém mais importate, se tornando assim uma pessoa invejosa. Acontece. É fato. Mas lembre-se sempre, que quando se esta “por cima” estas pessoas acabam sendo o alvo de tudo, por outras pessoas que invejam.

Existem aqueles que fazem de tudo para poderem também, chegarem um dia na popularidade. Estas pessoas começando a falar de ti, até mesmo inventando coisas suas. Seu passado volto a tona, e coisas que você fez e não se orgulha nem um pouco, volta e você tem que encarar isso.

Na medida que uma pessoa vira popular, as  famosas “fofoquinhas” vão passando de boca em boca, seja ela verdade ou uma simples invenção. Isso é o que realmente acontece. Aí, é a vez de um ”teste involuntário” de amizade, pois aqueles que realmente são amigos, sabem direitinho se o que esta sendo dito é verdade ou mentira e aqueles que acreditaram, é que realmente não merecem sua amizade, ou no fim, um dia também querem a popularidade.

Mas vale a pena estar se estressando com este tipo de pessoa? A resposta é não. Querem falar, falem. Feche os ouvidos e deixem falar. O bom, é que existem ainda hoje pessoas capazes de distinguir os verdadeiros amigos dos falsos amigos. E estas pessoas invejosas acabam caindo ainda mais com suas próprias mentiras, e a popularidade tão sonhada cadê? É enquanto a pessoa invejosa ficou tramando planinhos pra te derrubar, acaba de subir outra pessoa na chamada popularidade. Vale a pena tudo isso? Ser popular é tão bom assim, pra chegar ao final e ver tudo isso? Uns podem me chamar de generalista. Mas pense comigo, e veja se não é realmente isso que acontece.

“Se falam de ti pelas costas é sinal que tu estás na frente delas” Autor Desconhecido  





É a vez dos Losers!

7 11 2009

Estreiou no canal FOX (Tv por Assinatura) na última quarta-feira, a série do momento: GLEE. A série mostra um grupo de pessoas que formam uma espécie de coral de colégio, em busca de um pouco da chamada popularidade, pois afinal eles são tidos como “nerds” ou “losers”. Com a chegada do quarterback do colégio, o time esta completo, ele foi escalado após uma pegadinha que o professor fez com ele, pois o tinha escutado cantar no vestiário.

O grupo esta formado. Agora é a hora de reinventar canções e coreografá-las.

O primeiro álbum já é um dos mais vendidos no iTunnes e lojas especializadas, e já pode ser encontrado no Brasil. A Fox realizou um lançamento simultâneo entre Brasil e Estados Unidos.

Músicas consagradas como: Don’t Stop Believin, Take a Bow, Taking ChancesSomebody to Love, No Air e Keep Holding são cantadas ao longo dos episódios, que ainda trazem legendas em inglês para o público acompanhar, e por que não cantar junto?

A Fox transmite a série todas as quarta-feiras, às 22h e na FOX HD todas as sextas-feiras às 22h.

 





Clássicos no Telecine Cult

6 11 2009

No mes de Novembro, o canal de Tv por Assinatura: TELECINE CULT, trará grandes clássicos no cinema em sua grade de programação. Muito destes eu sempre tive curiosidade de assistir, mas me faltava oportunidade. Abaixo, destaco alguns filmes que é de meu interesse assistir e espero que o de vocês também, se é que já não os assistiram…

Tomates Verdes Fritos
 
Kathy Bates aprende a ser mais confiante ao ouvir as histórias de Jessica Tandy sobre Idgy, uma forte mulher a frente de seu tempo que lutou contra o preconceito aos negros no interior dos EUA.
Dom, 08/11 às 17h55
Ter, 10/11 às 09h15

Um Corpo que Cai
Em São Francisco, Scottie é um detetive que já não está mais na ativa. Sem emprego, ignora seu medo de altura e aceita a proposta de um amigo para vigiar sua esposa, que tenta se suicidar. Ao salvá-la, apaixona-se por ela. Dirigido por Alfred Hitchcock.
Sáb, 14/11 às 11h40

Gente como a Gente

A família Jarrett atravessa um período complicado após a morte por afogamento do filho mais velho. Se não bastasse a dor da perda, o caçula sente-se culpado pela tragédia. Enquanto a mãe preocupa-se com a imagem da família.
Sex, 13/11 às 19h40
Dom, 15/11 às 14h00

A Garota de Rosa-Schoking

Andie Walsh tem apenas dois amigos na escola: Duckie e Iona. Ele sempre gostou de Andie, mas ela sonha com um príncipe rico e popular. Quando um dos rapazes populares lhe dá confiança, Andie, a menina pobre, fica mais sonhadora do que o normal.
Dom, 15/11 às 22h00
Ter, 17/11 às 20h10

A Dama de Vermelho

Teddy Pierce (Gene Wilder) sempre foi um chefe de família exemplar até que aparece Charlotte, uma linda modelo e fica atraido por sua beleza. Obcecado, tenta várias formas de seduzi-la, ignorando a todos. Mas tudo foge do controle quando seu amigo, sua secretária e o marido dela descobrem o caso.
Ter, 17/11 às 16h45
Qui, 19/11 às 08h55

Crepúsculo dos Deuses

A história é narrada por um morto que relembra seu envolvimento com Norma Desmond, uma famosa estrela do cinema mudo que vive de lembranças em sua mansão localizada na célebre Sunset Boulevard e cujo único empregado é o diretor de seus antigos filmes.
Qui, 19/11 às 19h55
Sáb, 21/11 às 12h55

Conduzindo Miss Daisy

Filho contrata motorista negro, vivido por Morgan Freeman, para conduzir sua mãe idosa aos lugares. Após a resistência e o preconceito iniciais, uma grande amizade irá surgir entre eles.
Ter, 24/11 às 14h25
Sex, 27/11 às 07h45

Hannah e Suas Irmãs

Na família, Hannah (Mia Farrow) se destaca pelo sucesso e dedicação em suas atividades, o porto seguro de suas irmãs Lee (Barbara Hershey) e Holy (Dianne Wiest). Quando a admiração vira inveja, sensações e pensamentos adormecidos aparecem, tranformando o relacionamento entre as três.
Qua, 25/11 às 22h00
Sex, 27/11 às 11h00





A origem do Halloween

31 10 2009

O Dia das Bruxas chegou. É Halloween. Um dos dias mais festejados pelos americanos e canadenses do ano, mas é famoso também na Irlanda e Reino Unido – onde toda essa história começou. Nas ruas, crianças e adultos fantasiados perguntando: “Gostosuras ou Travessuras?” E as festas? Ah! São as melhores, quem disse que os americanos não sabem se divertir, é porque nunca passou um Halloween com eles.

A origem do Halloween nos leva as tradições dos povos que habitaram algumas ilhas do Reino Unidos entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com algumas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão. Entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe’en -> Halloween.

A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média, quando homens e mulheres eram perseguidos por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos a julgamento pela Inquisição, com o intuito de condenar quem fosse considerados curandeiros ou pagão. Todos os que fossem alvo de dessa acusação era considerado bruxo ou bruxa, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

O termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, mas sim, somente pelos países de Língua portuguesa, entre eles o Brasil.

Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens vendidos para esta ocasião, estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros.

E você, vai se fantasiar de que neste Halloween?





Feira do Livro em Porto Alegre

30 10 2009

Um dos maiores eventos culturais do sul do Brasil, a 55º Feira do Livro de Porto Alegre, começa hoje (dia 30 de Outubro) e se encerra no dia 15 de Novembro.

“Livros são convites à cumplicidade entre autores e leitores. Enredos construídos em parceria. A bagagem de um, a estrada do outro. O feliz encontro entre talento e desejo. O escritor desatando os nós, o leitor desafiando sua própria linha de interpretação. Ao contrário de outros meios, o consumo do livro é liberto do tempo e do espaço. Cada leitor tem seu próprio ritmo, sua cadência diante das surpresas reveladas linha por linha. Há livros que você absorve num gole só. Há outros que vai saboreando aos pouquinhos. Às vezes, você quer pular as páginas para desvendar a trama, em outras, não admite que a história termine. E sempre é possível ler e reler, em qualquer momento ou lugar, criando outros palcos e novos personagens no cenário de sua imaginação. E como se modificam as obras com o passar das páginas do tempo! Esta é a magia dos livros. A capacidade de despertar inusitadas sensações. E eles estão sempre ali, ao seu alcance, nas prateleiras, nas barracas, na Feira do Livro, à espera da sua emoção.

Tem sempre uma emoção esperando por você.”

Campanha criada pela agência Matriz, para a edição de 2009.

A primeira edição da Feira do Livro ocorreu no ano de 1955, por iniciativa de Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias com o propósito de popularizar o livro, já que as livrarias eram consideradas elitistas na época. A primeira edição, que começou no dia 16 de novembro de 1955, contava com 14 expositores, sendo as bancas criadas pelos carpinteiros da Livraria e Editora Globo.

Quem ainda não conhece, vale a pena conhecer. Quem já conhece, com certeza vai querer voltar.





A polêmica do Remix!

22 10 2009

78048524Remix é o ato de modificadar um música, um programa de televisão, um vídeo do youtube, entre outros exemplos, por terceiros ou até mesmo pelo próprio criador. Essa modificação, na maioria dos casos, é feita por um DJ ou VJ, onde realiza a junção de uma batida animada junto com efeitos sonoros ou visuas adicionais, criando assim uma versão remixada de um produto existente.

Quando ouvimos falar na palavra remix, lembramos rapidamente de músicas. Mas é bom deixar claro, que um remix pode ser audiovisual também. Apesar da maioria das músicas remixadas serem em versão para festas (exemplo de alguns remixes: Trance, House, Dance, Hip Hop entre outros), o remix não precisa ser, necessariamente, dançante. Existem remixes onde o andamento da música não é alterado, ficando na forma original – ou ate mesmo na versão a capela da música: somente a voz do cantor(a). Este tipo de Remix foi muito famoso nos anos 80 e início dos 90, e é uma alternativa nova para proporcionar outros tipos de músicas de acordo com a evolução musical do público e dos tempos.

A polêmica entra, quando se diz que um Remix deve obrigatoriamente ter a permissão do autor original, caso contrário será uma cópia modificada não autorizada, em outras palavras: um remix ilegal.

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Muitos Djs de hoje em dia, ficaram famosos por causa de seus remixes. E pode ter certeza, que muitos deles quando começaram a tocar nas festas, não tinham autorização para remixar determinada música. O Remix de uma música hoje, pode ser feito de diversas maneiras, através de diversos programas baixados pela internet e equipamentos de Dj.

Nos Estados Unidos, muitos foram condenados a pagar indenizações para o governo, pois a remixagem por eles feita não havia autorização da Direitos Autorais. É um assunto bastante delicado, pois no passado algumas músicas só chegaram no “gosto popular” através de remixes distribuidos pela internet. Então afinal, o que é certo ou errado?

Veja bem, caro leitor. Se não fosse estes remixes, mesmo que ilegais, muitas músicas ficariam no limbo até hoje. Artistas não teriam sido revelados e estilos musicais permaneceriam escondidos.

Não sou a favor da ilegalidade, mas sou a favor do direito de criação ou re-criação.
Afinal, os antigos já diziam: “nada se cria, tudo se copia”.





Os 7 anões e suas personalidades

20 10 2009

Todos hão de concordar que o primeiro desenho dos estúdios Disney, Branca de Neve e os 7 anões é um clássico muito bonito e bem feito. Lançado em 1937 nos cinemas americanos, o longa-metragem exigia tamanha perfeição que levou 3 anos para ficar pronto. No conto original dos irmãos Grimm, os anões não possuiam nomes e personalidades distintas. Para a versão de Walt Disney, foram cogitados aproximadamente 50 nomes e personalidades foram sendo elaboradas com o desenvolvimento do projeto, sendo definidas somente no último ano de produção.

Na transição do livro para o filme houveram diversas mudanças, como por exemplo, no filme a Rainha tenta matar Branca de Neve apenas uma vez, no livro são mais. Outra mudança marcante é quanto o final da história: quando o príncipe encontra Branca de Neve no esquife, ordena aos seus serviçais a carregarem ela ao Castelo mas tropeçam em uma pedra, fazendo a maçã envenenada pular da garganta da princesa. Na versão Disney, o encanto poderia ser quebrado apenas pelo primeiro beijo de amor, e é exatamente o que acontece quando o Príncipe encontra Branca de Neve jazendo em seu esquife de ouro.

Mas vamos voltar aos anões. Mestre foi escolhido para o líder do grupo porque passava a idéia de uma pessoa amigável numa posição de autoridade. Atchim foi inspirado no ator Billy Gilbert, que havia se tornado célebre por seu espirro hilário em vários filmes precedentes. Feliz era um contraponto perfeito para Zangado. Zangado é um personagem que possui uma crítica indireta a imprensa americana: representa os cínicos da plateia – aqueles que chamaram o filme de “a tolice de Disney”, que não acreditavam que um desenho animado poderia ser um dia, um longa metragem. Soneca e Dengoso eram nomes que davam margem a inúmeras possibilidades de ideias simpáticas e engraçadas. Dunga foi concebido como uma espécie de trapalhão chapliniano, mas paulatinamente o personagem foi se transformando num anãozinho ingênuo e simplório. Restava ainda a dificuldade de se encontrar uma voz adequada para ele, mas Walt Disney não gostou de nenhuma apresentada, optando assim por deixar Dunga sem falar. Dunga, chegou a ser cogitado ser chamado de “Surdo”, mas Walt Disney não queria transformar deficiências físicas em motivo de sátira.

Existe uma outra teoria que diz que os 7 anões correspondem exatamente aos 7 metais/planetas que os alquimistas designavam pelos mesmos símbolos usados na astrologia para os sete planetas. Alguns dos anões representam estas características dos metais e dos planetas, como por exemplo, Mestre, o mais velho dos anões representa o Sol (ouro), o líder. Feliz, representa a bonança e a fartura de Júpiter, gordinho e feliz. Juntos são os dois anões mais gordinhos na concepção de Disney. Em seguida temos Zangado representando a Ira de Marte. Dengoso representando a beleza de Vênus. Soneca representando a Lua e seu pecado capital preguiça. Atchim representando as atormentações de Saturno e Dunga representa Mercúrio, o mais rápido dos planetas, e também o menorzinho deles.

Não há como negar que Walt Disney, depositou em cada um dos anões uma personalidade que para ele teria um significado especial e muito maior, mas depois de muitos anos este mistério continua sem respostas. Milhares de teorias surgem a cada ano mas nenhuma tão conclusiva como se esperava.

Embora Branca de Neve, seja a personagem principal do filme, são os anões os donos das melhores cenas. Cada um de seu jeito marcante e forte personalidade. Ainda continuam tão populares quanto em 1937, quando foram lançados.

E você, tem uma teoria para as personalidades dos anões?