Culturaladob.com

É com muito orgulho que comunico à todos que o BLOG esta de casa nova. Nesse mes de Abril, viramos .COM!

O Cultura Lado B, vira um portal de notícias e críticas para os apaixonados por Cinema e Televisão, e é claro que não poderíamos também deixar de citar em Música e Variedades.

Ainda estamos em fase BETA do site, mas você já pode conferir clicando aqui: http://www.culturaladob.com e eu ficaria muito feliz com sua opinião!

Bom divertimento! Bons filmes!

3º Temporada de The Good Wife estreia no Universal Channel

O Blog Cultura Lado B, virou portal e você pode continuar acessando as principais notícias da televisão e do cinema, no site: www.culturaladob.com  

O canal da tv por assinatura, Universal Channel, estreia no dia 10 de abril, às 23h, a terceira temporada de The Good Wife, que conta com participação especial de Kelli Giddish (Law & Order: Special Victims Unit) e Peter Jacobson (House). O novo ano da série promete atender à expectativa dos fãs que aguardam pelo romance da Alicia Florrick (Julianna Margulies) e Will Gardner (Josh Charles).

No final da segunda temporada, Alicia descobre que Kalinda (Archie Panjabi) teve no passado um affair com Peter (Chris Noth). A revelação abala a relação da advogada com a amiga e ela percebe que seu casamento não poderia seguir adiante. A decepção acaba finalmente aproximando Alicia e Will.

Já na terceira temporada, Alicia recomeçará sua vida e estará mais confiante e cheia de atitude. Os novos episódios trarão ainda intrigantes casos e participações especiais, como Lisa Edelstein (House), Matthew Perry (Friends), Jason Biggs (American Pie), Jennifer Carpenter (Dexter) e Parker Posey (Baladas em NY).

No episódio de estreia, “Um Novo Dia”, um antigo amigo de Diane (Christine Baranski), Wasim Al-Said (Omar Metwally), pede ajuda no caso de um estudante universitário palestino, Jimal Mifsud (Satya Bhabba), o único que foi preso e acusado de agredir um aluno judeu após haver uma briga entre paquistaneses e judeus. Alicia (Julianna Margulies) fica encarregada do caso.

Depois, na audiência de fiança, a advogada encara seu rival, Cary (Matt Czuchry). Quando a sessão termina, ela conversa com Jimal para acalmá-lo, dizendo que tentará diminuir o grau de acusação. Porém, ele afirma que não estava no local da briga.

Alicia conclui, então, que – como o assassino do estudante judeu não foi encontrado – a acusação caiu sobre o aluno muçulmano. Além disso, o caso pode ser parte da estratégia de campanha de Peter (Chris Noth), já que ele conta com patrocinadores judeus. E, para reforçar sua equipe, Peter contrata os serviços de Sophia Russo (Kelli Giddish).

Enquanto isso, Eli (Alan Cumming), que tem origem judia, aceita uma proposta de criar uma campanha contra a intolerância com muçulmanos. Por isso, um grande amigo também judeu, Michael Kahane (Peter Jacobson), o procura para expressar que é contra a atitude dele de fazer tal campanha.

Sobre a série

No drama, Alicia (Julianna Margulies) é esposa de Peter (Chris Noth), um político que se envolve em um escândalo sexual e acaba preso. Agora, ela precisa assumir total responsabilidade sobre a criação de seus dois filhos e enfrenta o desafio de retornar a sua carreira como advogada após 13 anos sem exercer a profissão. Um amigo dos tempos da faculdade, Will Gardner (Josh Charles), lhe oferece um emprego em um prestigiado escritório de advocacia em Chicago. Alicia percebe então que além de defender os clientes nos tribunais precisará ganhar a confiança dos seus colegas.

Já a segunda temporada da série The Good Wife apresenta um romance entre Alicia e Will, além de novos personagens para o elenco: Michael Ealy (Sete Vidas) como novo sócio de Will e Diane; Tammy Blanchard (Law & Order: Special Victims Unit), uma nova promotora que se tornará amiga de Cary; e Scott Porter (Querido John) que ajudará Kalinda nas investigações em campo. O episódio de estreia conta ainda com as participações especiais de Jacob Pitts (Quebrando a Banca) e Chris Sarandon (Psych).

Filmada em Chicago, The Good Wife traz como temática a superação de uma mulher que passa por uma reviravolta em sua vida.

Premiações - The Good Wife recebeu neste ano nove indicações ao Emmy Awards, sendo premiada na categoria “melhor atriz em série dramática” pela atuação de Julianna Margulies. Archie Panjabi também foi premiada no Emmy em 2010, na categoria “melhor atriz coadjuvante em série dramática”. Julianna Margulies acumula ainda outros importantes prêmios da televisão como o Screen Actors Guild Awards (2011), O Globo de Ouro (2010), e Television Critics Association Awards (2010).

Fonte e Fotos: Divulgação

Crítica: A Suprema Felicidade (2010)

“As coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão.”

Foi impressão minha ou a Suprema Felicidade é encontrada em um mundo totalmente machista? O novo filme de Arnaldo Jabor conta a história de Paulo, desde os seus dez até os dezoitos anos de idade, conhecendo o amor, descobrindo o sexo e a amizade na década de 50 e 60.

O filme começa em um ritmo alucinante, predominantemente em tons vermelhos, trabalho excepcional da Fotografia de Lauro Escorel, nos mostrando o final da segunda guerra mundial, e logo depois as crises de uma família de classe média onde o pai, Marcos (Dan Stulbach), extremamente machista, priva sua amada de seus sonhos. Paulo, seu filho cresce observando as brigas constantes do pai com a mãe, e com o sentimento de vergonha ou culpa por não poder fazer nada em cada situação, acaba saindo da sala ou se escondendo em algum canto.

O que mais intriga é que em nenhum momento os conflitos familiares são resolvidos, o diretor simplesmente esquece de diversos fatos levantados durante o longo, como por exemplo a homossexualidade do melhor amigo de Paulo.

Graças a competência de seus atores, o filme não é completamente perdido. Marco Nanini, interpreta o avô de Paulo, e brilha a cada minuto em cena, seja com suas palavras de sabedoria, ou seu olhar singelo sob seu neto. Dan Stulbach extremamente teatral (evidentemente proposital), atinge o grau máximo do machismo, quando compara a vida de um casal a uma orquídea, onde o caule seria o homem e a mulher a flor. Sem o caule, a mulher murcha, ou seja, não seria nada sem os homens.

Um ponto extra para a Direção de Arte de Tulé Peak, nos remetendo a um Rio de Janeiro de outrora com peças fortes e cenários capazes de transpor o sentimento de seus personagens.

Arnaldo Jabor tentou, mas não conseguiu realizar uma obra que tinha tudo para ser clássica, talvez por culpa do roteiro, que também não possui uma grande história, apenas uma excelente idéia.

A Suprema Felicidade: **
A Suprema Felicidade (2010). Direção: Arnaldo Jabor. Elenco: Marco Nanini, Jayme Matarazzo e Dan Stulbach.

A série ‘Oscar Freire 279’, do Multishow, estreia no Muu

Você já ouviu falar no Muu (www.muu.com.br)? Trata-se de um portal desenvolvido pela Globosat, que disponibiliza conteúdos da programadora para serem assistidos na íntegra em computadores fixos, laptops e dispositivos móveis como smartphones e tablets. Os aplicativos do Muu para iPhones e iPads podem ser baixados gratuitamente na App Store; já os apps para smartphones e tablets com sistema Android podem ser baixado no Google Play.

São aproximadamente 2.000 horas de conteúdos, exibidos nos canais GNT, Multishow, SporTV, Canal OFF, Globosat HD, Universal Channel, Canal Brasil, Rede Telecine, além de shows do Multishow HD. O serviço conta ainda com várias produções em alta definição (HD), incluindo filmes, série, musicais e os épicos “Camelot” e “Spartacus”, do Globosat HD. Para acessar, é necessário criar cadastro e login com informações que permitem a identificação do assinante na base de dados da NET. Em breve, o serviço estará disponível para as demais operadoras de TV por assinatura.

Voltando ao tema principal desse tópico, o Muu disponibiliza a partir de agora, uma das séries mais pedidas por seus usuários: os episódios da primeira temporada da série Oscar Freire 279, exibida pelo Multishow no final de 2011.

A trama foi a primeira série dramática do Multishow e conta a história de Dora, uma arquiteta recém-formada que, após mudar-se de Curitiba para São Paulo com o sonho de ser florista, torna-se garota de programa.

A série atraiu a atenção do público ao tratar de temas fortes e situações atuais que incluem prostituição, sexo casual e relacionamento homossexual. Todas as etapas da transformação na vida de Dora são abordadas: depois de conseguir um emprego de vendedora na badalada rua Oscar Freire, em São Paulo, ela é atraída para a vida de garota de programa por Beto, o primeiro a tratá-la como prostituta, até se tornar acompanhante de luxo na capital paulista e viver em um mundo de sofisticação e luxúria.

Com muitas locações em lugares conhecidos da capital paulista, a série, que tem direção de Márcia Faria e produção da Prodigo Films, não economiza nas cenas de nudez e sexo, mas sem ser vulgar e explícito.

A primeira temporada de “Oscar Freire 279″ conta com 15 episódios, e o elenco traz nomes como Lívia de Bueno, Júlio Andrade e Maria Ribeiro. O link para acessar aos episódios é clicando aqui.

Fotos: Divulgação

E na televisão…

TOUCH – HOMELAND – AMERICAN IDOL

O canal Fox estreiou ha duas semanas a série TOUCH com Kiefer Sutherland e não é que gostei. Primeiro pensei que iria rotular Kiefer o tempo todo pelo seu personagem de 24 horas, e segundo achei que a história não seria bem abordada. Ok, ela não é tão bem abordada assim (somente no primeiro episódio), mas ela me convenceu nesses dois primeiros e fazia muito tempo, que eu não esperava tanto pelo terceiro.

Não posso dizer ao certo, se o contexto realmente vingará ou não. Mas posso dizer que gostei (bem mais do primeiro do que do segundo) e achei a história um tanto quanto original, fato raro atualmente nas series de televisão. A história gira em torno do conceito de uma poderosa e enigmática conexão que articula a vida todos os seres humanos de maneiras impensadas.

Outra série que comecei a ver recentemente e gostei foi HOMELAND, exibida no Brasil pelo canal FX. É sobre um soldado americano que volta do Iraque depois de oito anos de seu desaparecimento. Mas, depois de sua volta para casa, surgem suspeitas a respeito de ele ser realmente um herói americano ou parte de uma célula adormecida que planeja um ataque terrorista. E para tentar desvendar a teoria de conspiração temos Claire Danes (longe daquele rostinho angelical em Romeu + Julieta). Não posso deixar de mencionar a brasileira Morena Baccarin (V), que também esta no elenco, mais sexy como nunca, como a esposa de Brody (o soldado “herói”).

Já se passaram três episódios e a série é boa pra caramba. Não deixa o ritmo ficar lento demais, e quando deixa é porque tem um propósito bastante claro, te chocar de alguma forma minutos depois. A primeira temporada possui 12 episódios  e a segunda já esta confirmada, devendo estreiar nos Estados Unidos em Setembro desse ano.

Tanto em TOUCH como HOMELAND, temos temporadas de poucos episódios, seria essa uma nova tendência? Confesso que, antes de ser um tanto quanto ousada é bastante interessante.

E AMERICAN IDOL? Alguém ainda assisti ao reality show? Tenho duas opiniões para isso, ou a fórmula esta muito desgastada com a chegada de The X Factor e The Voice, ou a produção do programa tem de certa forma policiado demais as críticas de Steven Taylor e com isso, deixado de ser interessante.

John Hughes, curtiu a vida adoidado!

Nos anos 80, John Hughes nos brindou com diversos filmes onde o protagonista era, geralmente, um adolescente rebelde querendo tirar proveito das situações onde estava inserido, seja como um nerd no colégio, um rapaz que nunca se da bem com as mulheres ou até mesmo um pequeno garoto esquecido pelos pais em casa.

Todo mundo já deve ter visto, pelo menos um filme dirigido ou escrito por John (Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000, Esqueceram de Mim, Beethoven e muitos outros). Ele sabia como ninguém, transpor para as telas os sentimentos dos jovens da época, que até hoje se identificam com seus filmes.

Mas por que falar sobre John Hughes justamente hoje? Acabei de assistir Curtindo a Vida Adoidado, pelo Netflix. Eu já havia visto diversos outros filmes de John, mas nunca esse e não me pergunte o porquê. O filme foi lançado em 1986 e se sua estreia fosse hoje, manteria sua originalidade sem problema algum.

Matthew Broderick interpreta Ferris Buller, um adolescente que quer aproveitar o dia como se fosse o último (nos dias atuais, não é o que todos queremos?), e para isso conta com a ajuda de seu melhor amigo Cameron Frye (Alan Ruck, talvez em seu melhor papel da carreira) e sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara). Juntos, vão percorrer Chicago em busca de aventura, seja roubando a identidade de um magnata das salsichas em um restaurante, assistir a um Jogo de Beisebol, subir até o último andar do prédio mais alto da cidade, olhar para baixo e se sentir como o dono do mundo, até o museu, onde Cameron se identifica com uma das pinturas.

Em um determinado momento, Ferris did “A vida passa rapidamente. Então se você não parar e olhar para os lados de vez em quando, você pode perdê-la.” Essa frase é incrível, quando estamos falando de 1986. Naquela época, não existia telefones celulares, internet móvel, twitter e facebook, e parece tão natural ouvirmos ela.

John Hughes tinha o tino para escrever comédias adolescentes de tal maneira que sempre será lembrado por elas. A Academia Cinematográfica prestou uma linda homenagem para ele no Oscar de 2010, cujo vídeo eu compartilho com vocês abaixo.

Cest’ la vie!

Crítica: Bravura Indômita (2010)

“You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God”.

Baseado no romance de Charles Portis, os irmãos Coen reescrevem e dirigem aqui um clássico do Faroeste, adicionando elementos marcantes de sua filmografia invejada. Indicado em dez categorias do Oscar 2011, infelizmente não foi o vencedor de nenhuma. O filme conta a história de Mattie Ross (interpretada por Hailee Steinfeld – até então desconhecida), em busca do assassino de seu pai. Para ajudá-la, contrata Rooster Cogburn (um federal interpretado por Jeff Bridges) e conta também com LaBoeuf (Matt Damon), um Texas Ranger em busca do foragido.

A ágil fotografia ficou a cargo do veterano Roger Deakins e é um espetáculo a parte.  Roger já acompanha os irmãos Coen ha algum tempo (Fargo e Onde os Fracos não tem Vez), e aqui nos mostra um velho oeste dos anos 60 utilizando uma grande profundidade de campo em cenas externas aumentando ainda mais a experiência cinematográfica. Já o figurino de Mary Zophres, nos mostra Mattie sempre com roupas escuras, nos remetendo a um luto ainda insuperável pela morte de seu pai. Não poderia deixar de falar da fabulosa trilha sonora composta por Carter Burwel, também antigo parceiro dos irmãos Coen, que nos embalando durante todo o filme, nos levando a um velho oeste clássico e imponente, até chegar a belíssima canção final Leaning on The Everlasting Arms, cantada por Iris Dement.

Com grandes nomes no elenco, só poderíamos esperar grandes atuações. Jeff Bridges, um alcoólatra fumante em busca de um novo propósito em sua vida, rouba a cena de Matt Damon. Ambos os “heróis” nos são apresentados por feichos de luz, seja durante um interrogatório onde a luz entra através das janelas por de traz de Bridges ou acendendo um charuto com Damon. E esse mesmo feicho de luz que o filme chega ao seu clímax, quando Mattie é resgatada após a famosa cena com a cobra dentro de um buraco no deserto, onde a única luminosidade que entra é através da saída do mesmo, simbolizando a esperança de salvamento.

Eu não assisti ao filme original, então não posso fazer comparações. Bravura Indômita pode ser a retomada do faroeste nos cinema atual, ou não, mas o importante é que cumpre aquilo que promete e faz um bela homenagem ao gênero.

Bravura Indômita: *****
True Gift (2010). Direção: Ethan Coen e Joel Coen. Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfeld.