Crítica: Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres


“It was then that I noticed Harriet wasn’t there. And she wasn’t there the next morning, or the next, or the next 40 years.”

Terminei de ler o livro hoje pela manhã e fui correndo para a primeira sessão do filme aqui em Porto Alegre. Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres já me tirava o sono a algumas noites, com um mistério quase insolúvel. O ritmo lento do livro, abre espaço aqui para um diretor competente (David Fincher), transportando para a tela grande o excelente roteiro escrito por Steven Zaillian (o mesmo de A Lista de Schindler e Gangues de Nova York).

Após ser alvo de uma armadilha, o diretor-chefe da Revista Millennium, Mikael (Daniel Craig) é obrigado a se retirar por um tempo, sendo então convidado a trabalhar para a família Vanger, com o objetivo de escrever uma biografia de Henrik (interpretado por Christopher Plummer – bastante convincente no papel), mas que na verdade era para descobrir o sumiço de sua sobrinha Harriet, cujo assassinato continua envolto a um mistério há quarenta anos. Conta com a ajuda da hacker problemática Lisbeth (interpretada por Rooney Mara – indicada ao Oscar de Melhor Atriz pela sua atuação nesse filme), que com suas habilidades tecnológicas, descobrirá que na verdade, estão a procura de um assassino em série.

Obviamente é impossível transpor todas as idéias de um livre, para dentro de um filme, mas considero os diversos cortes na história, bastante aceitáveis para o bom desenrolar da história. E não só isso, Fincher ainda presenteia os fãs da trilogia (sim, é uma trilogia) com um desfecho, um pouco diferente do que seria o esperado. Na verdade o ritmo lento do livro, trata-se justamente na exposição de cada personagem (suas aflições, seus porques, suas histórias – que no filme, isso não possui espaço), deixando aqui um suspense mais intrigante e com velocidade – do início ao fim.

E se falarmos em aspectos técnicos, o filme ganha louvores. Primeiro pela excelente fotografia – indicada ao Oscar – de Cronenweth (Clube da Luta/A Rede Social), que nos mostra duas Suécias – a do inverno dos tempos atuais e a da primavera dos flashbacks. A edição ágil também foi reconhecida com a indicação ao Oscar de Melhor Montagem, além de melhor som.

Essa é a segunda versão para o cinema, do livro original de Stieg Larsson, a primeira foi uma produção mais “contida” sueca. A versão de Fincher é por vezes mais ousada, ao mostrar por exemplo, uma das cenas de estupra mais perturbadores que já assisti, mas deixa de fora algumas outras como os abusos pedófilos, de um dos integrantes da família Vanger.

Uma excelente adaptação para o cinema de um dos melhores Best-Seller policiais que já li.

Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres: *****
The Girl with the Dragon Tattoo (2011). Direção: David Fincher. Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer. 

2 pensamentos sobre “Crítica: Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres

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