Crítica: A Invenção de Hugo Cabret


“If you’re ever wondered where your dreams come from, you look around… this is where they’re made.”

Consegui assistir A Invenção de Hugo Cabret somente hoje, primeiro porque em Porto Alegre existem poucas sessões do filme legendado, sendo em sua maioria dublado e segundo porque fazia questão de assistí-lo em 3D. No final das contas, sai do cinema com um sorrisão no rosto. Grata surpresa o diretor Martin Scorsese estava reservando pra mim, o filme é lindo. Teve 11 indicações ao Oscar (filme, direção, roteiro e técnicos), no Globo de Ouro foram 3 indicações – ganhando de Melhor Diretor.

Conta a história de Hugo (interpretado por Asa Butterfield – o mesmo ator de O Menino de Pijama Listrado), que após a morte de seu pai (Jude Law – em aparições rápidas), divide o seu tempo cuidando dos relógios de uma estação de trem em Paris e buscando peças para consertar um robô, que acredita obter as respostas de suas grandes dúvidas. No meio de tudo isso, ele tem driblar o inspetor da estação (Sacha Baron Cohen – sim, ele mesmo! O famoso Borat – aqui em um papel que mostra o quão versátil ele poder ser frente as câmeras) e para a aventura ficar completa, conta com a ajuda de Isabelle (Chloë Grace Moretz). Mas se você pensa que o filme é só uma aventura infantil, esta enganado, é também uma verdadeira aula de história, uma aula de cinema, pois Ben Kingsley interpreta um dos primeiros cineastas da história, Georges Méilès – prefiro não me entrar em detalhes sobre seu personagem.

Com atuações secundárias, mas que ajudam a compor a energia da estação de trem, temos a engraçadinha Madame Emilie, dona da confeitaria (interpretada brilhantemente por Frances de la Tour) em voltas com seu “par romântico” Monsieur Flick (Richard Friffiths), a Lisette, dona da banca de flores (interpretada por Emily Mortimer), Monsieur Labisse, o bibliotecário (Christopher Lee), entre outros.

Martin Scorsese acerta em cheio na direção de seu primeiro filme dedicado a uma aventura infanto-juvenil, porém, para todas as idades. A utilização do 3D impressiona na mesma magnitude que Avatar impressionou em 2009 (vejam só, tivemos um intervalo de 3 anos entre um filme e outro), as cenas possuem uma profundidade incrível e que compõem sutilmente a fotografia do filme – que é um show a parte.

O roteiro, por vezes previsível, é muito bonito e que muitas vezes, me fez sorrir durante o filme e sair da sessão de cinema em um estado de felicidade – estado esse que poucos filmes são capazes de me deixar. A Invenção de Hugo Cabret é um filme que ficará na memória por muito tempo e que o desejo de revê-lo, já se faz presente.

A Invenção de Hugo Cabret: *****
Hugo (2011). Direção: Martin Scorsese. Elenco: Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Ben Kingsley, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Emily Mortimer, Helen McCrory e Lude Law.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s